Rácios de Endividamento

Os rácios de endividamento são indicadores utilizados pelos financiadores ao procurar avaliar o risco de não cumprimento do serviço de dívida por parte das empresas.

Rácio de Solvabilidade

Solvabilidade = Capital Próprio / Passivo

O rácio de Solvabilidade visa a capacidade que a empresa tem em solver (pagar) os seus compromissos a médio e longo prazo e deverá ser superior a 0,5.

Um valor muito baixo de Solvabilidade pode indicar uma grande fragilidade da empresa a nível económico-financeiro, levantando dúvidas sobre o futuro da empresa.

Autonomia Financeira

Autonomia Financeira = Capital Próprio / Activo

O rácio de Autonomia Financeira mede o nível de endividamento da empresa, e permite verificar em que percentagem é que o Activo de uma empresa está a ser financiado por Capitais Próprios. Deverá ser superior 1/3 , caso contrário a empresa encontra-se numa situação difícil, pois dependerá excessivamente de capitais alheios.

O rácio de Autonomia Financeira é o mais utilizado pelas instituições bancárias ao apreciarem o risco de uma operação de crédito.

Taxas de juro

A taxa de juro representa o custo de utilização do dinheiro.

O cálculo dos juros simples efectua-se da seguinte forma:

    J=C*N*i

em que:

    J – valor do Juro
    C – Capital actual
    N – Número de períodos de duração do empréstimo
    i – Taxa de juro

Aquando da contratação de um crédito ou de uma aplicação financeira, o cliente deve ter conhecimento antecipado do seguinte:

  • Como se calcula o número de dias a que se refere o juro corrido (considerando o número de dias de calendário efectivamente decorridos, ”Actual”, ou o n.º de dias decorridos admitindo que o mês tem sempre 30 dias, e
  • O n.º de dias do ano a que se reporta a taxa de juro (360, 365 ou o n.º efectivo de dias do ano).

Existe legislação a que as instituições de crédito e sociedades financeiras estão obrigadas:

O Decreto-Lei n.º 88/2008 , de 29 de Maio, obriga a utilizarem a Convenção Actual/360, ou 30/360 no cálculo de juros das operações de crédito à habitação e de depósitos.
O Decreto-Lei n.º 240/2006, de 22 de Dezembro e o Decreto-Lei n.º 171/2007, de 8 de Maio, estabelece a regra de arredondamento da taxa de juro, nos contratos de crédito e financiamento com taxa de juro variável:

  • À milésima e por defeito, quando a 4.ª casa decimal é inferior a cinco
  • À milésima e por excesso, quando a 4.ª casa decimal é igual ou superior a cinco

Para qualquer esclarecimento, não hesite em contatar a Globalfisco.

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